>Sentei. Sentei no topo de uma escadaria, olhei a avenida, certo de que minha vida passaria diante de mim agitada. Triste sim. Não passou nada. Congestionou o trânsito. Um engarrafamento de palavras. Vindas de todos os cantos, de todos os gêneros, tamanhos tantos. Os sentidos variados, mistos, mostraram minha vida por um lado e outro… [Leia mais…]
>Se começasse do fim, eu diria parto. Não como quem vai. Como quem chega. Como quem brinca com a língua portuguesa. E nasce de pai sem útero, sem nexo. Veja. Homens não podem conceber, eu discordo. Concebo frases dos dois sexos e textos com cara de joelho, gordinhos e também esqueléticos. Carrego por nove meses… [Leia mais…]
>Outro dia, eu pensei que o jornalismo fosse um bicho. Arredio. Rodeei, fiquei na espreita, ia só observar. Tem gente que tenta no laço, quer por arreio, isso eu não faço, deixo ele solto, mas não bobeio. Vou estudando, alimentando, tratando do pobre arisco, esperando que sobre uma brecha, eu me aproximo e belisco. Com… [Leia mais…]
>Foi assim. Uma noite de amizade da cor de olhos azuis bem brilhantes. Pedras preciosas de invejar qualquer céu limpo, em todo seu asseio. Um valor mais sincero que o álcool e descontraído que a música intuitiva e a vibração do mais animado dj. Um valor mais inflacionado que o amor. Éramos dois. Um reencontro… [Leia mais…]
> A velha já se encontrava na condição de avó. Pele encardida, queimada, da cor das horas quentes sob o sol difícil do interior, da roça. Sempre cheirando aquele aroma bom de vó quando se abraça e sente a saudade de uma vida toda vivida. As rachaduras da terra por onde andara estampadas no rosto,… [Leia mais…]
> Era uma vez, outra vez, um daqueles porquinhos famosos, conhecidos por serem irmãos empreendedores no ramo da construção civil e por serem rivais de um certo lobo que vivia a boicotar, a assoprar daqui, assoprar de lá, a fazer injustiças, difamar, divulgar impropérios, a querer a ruína desses porcos trabalhadores honestos. Eis que um… [Leia mais…]
dezembro 15, 2009
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